iOS, bloqueadores e cookies: por que o pixel sozinho já não basta
Há alguns anos, colar o pixel na página resolvia quase tudo. Hoje, uma parte relevante das visitas e das compras não chega à plataforma de anúncios só pelo navegador. Não é defeito do pixel: o iOS e os bloqueadores mudaram o que o navegador deixa passar.
O que mudou com o iOS e os bloqueadores
Bloqueadores de anúncio
Extensões e navegadores com bloqueio embutido impedem o carregamento de scripts de rastreamento conhecidos. Se o script do pixel não carrega, nenhum evento sai daquele navegador.
Proteção contra rastreamento no Safari
O Safari limita a vida de cookies criados por JavaScript e de cookies ligados a links com parâmetros de clique. Na prática, o _fbp e o _fbc podem sumir em poucos dias, e quem volta para comprar depois disso parece um visitante novo.
iOS e o consentimento de rastreamento
Desde que o iOS passou a pedir permissão para rastrear entre apps, muita gente recusa. Isso afetou principalmente quem chega pelo app do Facebook e do Instagram.
Páginas lentas
Se a página demora, o visitante clica e sai antes de o pixel carregar. Esse problema é seu, não do navegador, e é o mais fácil de resolver.
O que o envio pelo servidor resolve
Com a API de Conversões (e o equivalente no Google), o seu servidor manda os eventos direto para a plataforma. O bloqueador do navegador não alcança essa comunicação.
Para o evento valer, o servidor precisa mandar dados que identifiquem a pessoa:
- os cookies
_fbpe_fbccapturados na página; - e-mail e telefone com hash;
- IP e navegador do cliente;
- o mesmo
event_iddo pixel, para deduplicar.
Eu detalho isso em Cookies _fbp e _fbc e em Pixel e API de Conversões juntos.
Cookies no seu próprio domínio
Cookies definidos pelo seu servidor, no seu domínio, sofrem menos restrição do que os criados por scripts de terceiros. É por isso que soluções server-side costumam usar um subdomínio próprio, como dados.suaoferta.com.br. Veja GTM server-side vale a pena?.
E a privacidade?
Enviar pelo servidor não é desculpa para ignorar consentimento. Siga a LGPD: informe na política de privacidade o que é coletado, respeite a escolha do banner de cookies e mande para as plataformas só o necessário, com hash nos dados pessoais.
O caminho que eu recomendo
- Página rápida, com o pixel carregando cedo.
- Captura dos parâmetros e cookies na primeira visita.
- Compra enviada pelo servidor a partir do webhook de pagamento aprovado.
- Deduplicação com o pixel.
- Conferência semanal do número de vendas da plataforma contra o do gateway.
Não dá para recuperar 100% dos dados, mas dá para chegar bem perto, e isso muda o custo por venda.
Quer isso funcionando na sua oferta?
Me conta o seu cenário em poucas linhas. Eu leio pessoalmente e te respondo pelo WhatsApp.